Inhotim

Arte e interação em Inhotim

Janeiro, março e outubro. Estes foram os meses das nossas visitas ao Inhotim em 2014.

Adoramos e curtimos demais este lugar! Inhotim é um um parque/museu/jardim com várias galerias de arte contemporânea e um projeto botânico-paisagístico incrível. O que mais querer? Restaurantes elegantes onde se pode apreciar um bom vinho e degustar iguarias maravilhosas à sombra de belas árvores, apreciando a paisagem? Tem também!

Inhotim

Não é em qualquer lugar que conseguimos passear sentindo os aromas das flores, com o sol rachando na cabeça (e tudo bem), mas com muita sombra das muitas árvores ao longo dos muitos caminhos para amenizar o calor e depois entrar em uma galeria de arte e ter uma experiência diferente em cada uma delas… Dá para imaginar a prazerosa sensação de cultura e conhecimento?

Inhotim

Poder conhecer a palmeira que anda…

A palmeira que anda de Inhotim

Eu, já na primeira visita entrei no programa Amigos do Inhotim. Existem muitas maneiras de colaborar e achamos que o projeto vale muitíssimo a pena porque além do mais é possível deduzir do imposto de renda o valor pago no programa. Fora que quem se torna amigo tem desconto em tudo que for consumir ou comprar dentro do Inhotim (dez por cento nos restaurantes, cafés e lojas).

Tudo muito bem pensado. A organização e estrutura que o lugar oferece faz parecer que estamos visitando um lugar fora do Brasil. Todos os funcionários bem treinados, educados e dispostos a ajudar e passar conhecimento para os visitantes. Tudo muito bem feito, organizado e com informações por todos os lados. Além do mapa de visitação, em quase todas as árvores e plantas encontramos uma placa com seus nomes e origens e em todas as obras e galerias existem placas de informações em português e inglês e algumas em espanhol.

Inhotim

Sobre as galerias, vou descrever algumas: poder deitar e relaxar ouvindo o som da terra vindo a 200 metros de profundidade (‘Sonic Pavilion’ de Doug Aitken); entrar por uma trilha e se deparar com uma estrutura futurista toda espelhada dentro do mato (‘De Lama Lâmina’ de Matthew Barney); entrar no iglu e ver o que uma luz estroboscópica pode fazer com a água (‘By Means of a Sudden Intuitive Realization’ de Olafur Eliasson); provar e sentir os diferentes aromas e texturas das plantas medicinais, aromáticas e tóxicas (Jardim dos Sentidos). Entrar, literalmente, nas obras: nadar na agenda (‘Piscina’ de Jorge Macchi), plantar em vasos de cerâmica no formando de letras podendo formar qualquer palavra (‘A Origem da Obra de Arte’ de Marilá Dardot), sentar e ouvir os sons passando por você como se estivesse dentro da história (‘Galpão Cardiff & Miller’ de George Bures Miller e Janet Cardiff).

'Sonic Pavilion' de Doug Aitken
‘Sonic Pavilion’ de Doug Aitken
'De Lama Lâmina' de Matthew Barney
‘De Lama Lâmina’ de Matthew Barney
'By Means of a Sudden Intuitive Realization' de Olafur Eliasson
‘By Means of a Sudden Intuitive Realization’ de Olafur Eliasson
Jardim dos Sentidos de Inhotim
Jardim dos Sentidos
'Piscina' de Jorge Macchi
‘Piscina’ de Jorge Macchi
'A Origem da Obra de Arte' de Marilá Dardot
‘A Origem da Obra de Arte’ de Marilá Dardot
'Galpão Cardiff & Miller' de George Bures Miller e Janet Cardiff
‘Galpão Cardiff & Miller’ de George Bures Miller e Janet Cardiff

Esses são poucos exemplos das obras que visitamos. Para conhecer todo o Inhotim são necessários pelo menos dois dias (para curtir e aproveitar devidamente, dois não dão nem para o começo). Em janeiro ficamos um dia e em março e outubro ficamos dois dias, respectivamente. Total 2014: 5 dias!

Em algumas galerias encontramos cafés bem charmosos para dar aquela parada estratégica e para o almoço conhecemos os dois restaurantes: O Oiticica de bufê a quilo e o Tamboril com bufê livre e serviço à la carte. Os dois, claro, com bebida à parte (tomamos um belo chardonnay no segundo!).

Almoçamos cada dia em um restaurante. Os dois são muito bons, mas de todas as vezes em que fui gostei mais do Tamboril porque sentamos do lado de fora embaixo das árvores, curtindo um vinho e apreciando o lugar. Achei-o mais com clima de Inhotim e da nossa viagem.

No site vi que há também o Bar do Ganso mas não o conheci: sinal de que não vimos tudo e de que uma nova visita ao Inhotim será necessária em breve!

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