Palácio da Catarina

Igrejas demoradas e Palácio da Catarina

Fomos finalmente conhecer o interior da Igreja do Salvador do Sangue Derramado (bem peculiar o nome) ou oficialmente conhecida como Igreja da Ressurreição. Construída entre 1883 e 1907, sua arquitetura foi inspirada na Catedral de São Basílio de Moscou (que vamos conhecer nos próximos dias). Com as paredes cheias de mosaicos e chão de mármore esta igreja demorou 24 anos para ser construída e 27 anos para ser restaurada.

Igreja do Salvador do Sangue Derramado

Igreja do Salvador do Sangue Derramado

Igreja do Salvador do Sangue Derramado

Igreja do Salvador do Sangue Derramado

Muito bonita a igreja; há um um memorial onde o czar Alexandre II foi assassinado em 1881 (daí o nome da igreja). Eles até conservaram o solo original da igreja, naquele pedaço. E dá-lhe história!

Igreja do Salvador do Sangue Derramado

Depois da visita fomos à Catedral de São Isaac que demorou 40 anos para ser construída, sendo inaugurada em 1858. A catedral foi desenhada por um arquiteto francês, por isso achei que lembra bastante o Panthéon em Paris, além da sua grandiosidade (navios especiais e até uma ferrovia tiveram de ser construídos para carregar os granitos da Finlândia para seus enormes pilares). Subimos na torre e a vista é bem bonita. Dá para ver o Rio Bolshaya Neva com os barcos navegando, os vários parques da cidade…

Catedral de São Isaac

Vista da Catedral de São Isaac

Vista da Catedral de São Isaac

Logo pela manhã, antes de entrar na Igreja do Sangue Derramado, paramos para reservar o passeio ao Palácio da Catarina, porque não se consegue fazer visitas individuais ao palácio, somente através de grupo guiado. Compra-se o bilhete na praça em frente a estação de metrô Gostiny Dvor. Marcamos o nosso passeio para às 13h.

O palácio fica na cidade de Pushkin, a 25 km ao sul de São Petersburgo. Criado entre 1744 e 1796 em estilo barroco. Devastado pelos alemães durante a segunda guerra, suas salas extravagantes tiveram que ser restauradas.

Palácio da Catarina

Para entrar no palácio é necessário colocar um propé (usado para revestir os sapatos na entrada do centro cirúrgico) para passear por suas pomposas salas.

Propé para entrar no Palácio da Catarina

Visitamos uma sala que era toda revestida em ouro, com pinturas no teto, espelhos, tudo tão inacreditável que dá medo de tocar.

Palácio da Catarina

Palácio da Catarina

Na sala de âmbar não é possível fotografar, somente admirar a resina com sua beleza e cor de mel transparente. Esta sala é a joia da coroa do palácio.

O passeio todo dura cinco horas. Uma hora para ir, três para a visitação do palácio e jardim e outra para voltar. Infelizmente o esquema lá é o guia-fala-você-olha-tira-foto-e-vaza. Não é o tipo de passeio que apreciamos, mas lá não tínhamos outra opção.

Nos jardins é possível entrar avulso, mas só descobrimos isso lá. Ficamos muito pouco tempo e isso é um desperdício! Vale a pena voltar para curtir melhor.

Jardim do Palácio da Catarina

Jardim do Palácio da Catarina

Jardim do Palácio da Catarina

Uma curiosidade: o acesso aos jardins pelo palácio era por uma escadaria e quando a Imperatriz Elizabeth estava ficando idosa ordenou para que fosse construída uma rampa no lugar das escadas, assim seus passeios no parque não a cansariam (segundo consta, a imperatriz não gostava de escadas).

Jardim do Palácio da Catarina

Numa galeria em frente ao grande lago vimos a apresentação do Coral Anthem cantando a música ‘Down by Volga river’. Foi muito bonito!

Coral Anthem

Outra coisa: não é possível entrar no palácio com nenhum tipo de bolsa. Tem onde guardar, mas se quiser evitar a fila, vá sem bolsa.

Mais tarde, no jantar, comi um strogonoff um pouco diferente. Ao invés de vir com arroz e batata palha como estamos acostumados, o strogonoff vem em cima do purê de batata. Gostei muito!

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