Fernanda na Praia Barra Velha

Praias Barra Velha e Pesqueiro em Marajó

Véspera de Ano Novo na Ilha de Marajó: além do lugar inusitado, nada melhor passar o dia todo na praia, não é mesmo? Fomos conhecer a Praia Barra Velha e sua música altíssima vinda dos quiosques (de todos, não tinha como não querer ouvir). O jeito era escolher o quiosque com o estilo musical que mais agradava  e esperar a maré subir até os pés.

Praia Barra Velha

Quando chegamos a maré estava bem baixa e a distância da água até os quiosques era longa. Escolhemos um quiosque que estava tocando tecnobrega (um gênero musical popular surgido no Pará) para entramos no clima local. Pedimos cerveja e quitutes e ficamos indo e vindo da longa caminhada até a água (uns 300 metros, pelo menos) para se refrescar e filmar do banco de areia (não vou postar esses vídeos, não gostei dos resultados. Até porque achei que pelas fotos capturamos melhor a beleza da praia).

Praia Barra Velha

Praia Barra Velha

Ficamos o dia todo na praia, quando a maré chegou aos nossos pés, na mesinha em frente ao quiosque. Decidimos então atravessar para a saída pelo meio do mar (existe uma ponte atrás dos quiosques para entrar e sair da praia quando a maré está alta, porque a água fecha a saída principal). Na verdade não sabíamos da saída pela ponte, mas foi legal atravessar com a água na altura da coxa e as vezes na cintura pelo mangue, porque o mangue invadiu a praia, ou seria a praia que invadiu o mangue?

Thales na Praia Barra Velha

Praia Barra Velha
Thales saindo da praia no meio da maré alta

Praia Barra Velha

Essa é uma paisagem bonita, mas a história do porquê do mangue estar no meio da praia infelizmente não é. Segundo explicações do guias do passeio do dia anterior na Fazenda São Jerônimo, o mangue está morrendo devido aos sedimentos de desmatamento, garimpo e mineração despejados nos rios que desembocam no mar e chegam até os mangues na alta maré afogando-os. Toda vez que a maré sobe deposita esses resíduos que vão matando o mangue e aumentando a faixa de areia.

Quando se chega na praia ao fundo vemos o mangue, mas no meio da areia existem alguns pedaços do manguezal. A paisagem fica muito bonita com esse contraste, mas a se confirmar a história dos sedimentos, os mangues em Marajó irão desaparecer com o passar dos anos.

Praia Barra Velha

Ficar o dia todo na praia descansando e curtindo o sol é muito bom – tão bom que depois do delicioso jantar oferecido na pousada na noite do Ano Novo (a estrela foi o filé de búfalo) fomos descansar um pouco para depois cumprirmos a parte final do plano, que era passar o ano-novo na praia no norte do Brasil. Só que caímos num sono tão gostoso que fomos à Praia do Pesqueiro somente no dia seguinte.

Logo que chegamos já pedimos o prato que é a especialidade do povoado, casquinha de caranguejo… Hmmmm, uma delícia, com uma cervejinha bem gelada… Nada mau começar o ano assim!

Praia do Pesqueiro

Na Praia do Pesqueiro a maré também fica bem baixa tornando uma ida até a água uma bela caminhada, como na Praia Barra Velha. Essa é a única característica em comum dessas duas praias. Na Praia do Pesqueiro os bares e restaurantes são em cabanas de palha e existem pequenas dunas.

Praia do Pesqueiro

Praia do Pesqueiro

Praia do Pesqueiro

Um fato que me chamou atenção foi de um cara andando com um búfalo pra lá e pra cá para turistas sentarem no bichinho e tirarem foto. Fiquei observando aquilo a manhã toda, achando um absurdo o búfalo torrando naquele sol, mas por volta do meio-dia o dono do bicho o soltou em um lago que se forma no meio da praia quando a maré desce e ele ficou um tempão lá se refrescando… Depois saiu sozinho e voltou ao trabalho. Não gosto de ver animais nessa situação onde os humanos fazem o que querem com eles – fico sempre incomodada.

Praia do Pesqueiro

Fizemos a mesma coisa do dia anterior: sentamos e fomos embora somente quando a maré subiu e chegou aos nossos pés. Para ir embora desta vez não tivemos que atravessar a maré alta, mas somente passar pelas dunas.

Praia do Pesqueiro

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