Praia do Pesqueiro

Soure – búfalos, mangues e a natureza do Marajó

Ilha de Marajó, a maior ilha flúvio-marítima do planeta. Foi muito bacana estar em um lugar como este. Nossa aventura começou com cinco horas de balsa até a ilha (veja o post e vídeo).

Uma dica importante: vá principalmente com dinheiro, além de cartão e cheque; porque na ilha (em Soure pelo menos, mas o resto é tão inóspito que só tem fazendas e búfalos que duvido que haja caixas-eletrônicos, quem dera agências) existe somente o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia. Afinal, estamos em uma ilha a três horas de barco da mais próxima capital brasileira!

Li no guia sobre a travessia de rio sobre búfalos, ou melhor, nadando com os búfalos! Do aeroporto já liguei para a Fazenda São Jerônimo que tinha esse passeio e já reservei. No dia seguinte que chegamos pedimos para a pousada ligar para a fazenda para confirmar o passeio e o mesmo não ia ter porque dependia da maré que estava baixa naqueles dias. Concluindo, não dava para nadar com os búfalos, mas dava para passear com eles – e foi o que fizemos.

Antes de ir andar com os búfalos resolvemos dar uma volta pelo centro da cidade e paramos no Mercado Municipal para ver qual era o buchicho. Pequeno e bem antigo. Pouca variedade de frutas e legumes, pelo pouco que vi. Me chamou atenção a parte das carnes; o lugar é bem velho e um pouco desleixado eu diria.

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Caminhando pelos arredores do mercado percebi que os principais meios de transportes são as bicicletas e as motos e todos andam sem capacete, claro. Fiscalização não deve ser o forte de Soure.

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A maioria da ruas são de terra. Andando encontramos muitos casarões antigos e lindas casas construídas em grandes terrenos. Deve ser barato comprar um terreno por ali, imagino, porque não deve ser nada fácil ficar indo e vindo, só de pensar que vamos ter que pegar a balsa para voltar novamente me dá uma preguiça… Mas, pensando bem, quem é que iria comprar um terreno ali? E para quê? Para passar o feriado prolongado (pergunta pertinente a quem mora em Belém, não para nós paulistas acostumados com a praia do Boqueirão da nossa Long Beach)?

Ruas da Ilha de Marajó

Ruas da Ilha de Marajó

Ruas da Ilha de Marajó
Achei lindo esse casarão antigo

A estrada que dá acesso a Fazenda São Jerônimo é a mesma da Praia do Pesqueiro, então antes do passeio passamos na praia para ver como era, depois conto. Agora vamos passear de búfalo. Porque era só nisso que eu pensava desde que embarquei de São Paulo, eu amante de cavalaria que até tinha um cavalo (vendi depois e talvez escreva a respeito no futuro!).

Nesse dia fizemos um passeio que incluí: um tour de búfalo, depois uma trilha sobre uma longa ponte suspensa dentro do mangue, onde tivemos contato com esse incrível ecossistema que mais parece uma terra alienígena até a Praia do Goiabal, conhecida como Praia do Cocal e depois um breve mergulho no rio, que singramos de volta numa canoa para voltarmos para sede da fazenda ouvindo o silêncio da natureza – teve um pequeno caminho até a sede, mas foi tão curto que nem conta.

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Praia do Goiabal, conhecida como Praia do Cocal
Praia do Goiabal, conhecida como Praia do Cocal

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Sobre o passeio: eu achei excelente! Os guias que nos acompanharam foram explicando tudo sobre o lugar, sobre os búfalos, sobre os costumes e muitas curiosidades como a que o búfalo pasta embaixo da água. Quando é época de cheia e as águas cobrem os pastos os búfalos não passam fome pois mergulham para comer seu matinho.

Havia duas senhoras muito simpáticas com a gente que subiram em cima do búfalo tranquilamente. Fiquei filmando o Thales subir no búfalo. Eu estava ansiosa para ver esse momento porque ele não é muito chegado em animais, mas se saiu muito bem!

Esses búfalos que andamos são, digamos, “domesticados”, porque crescem ali no meio das pessoas e ficam mansos, mas os guias nos contaram que existem os búfalos selvagens que não têm contato com os humanos e se você der de cara com um desses pode correr, porque são bravos. Todas as nossas dúvidas eram sanadas na hora. Mas lembram que falei do “nadar com os búfalos”? Se a maré ajudar, esse passeio será em outro dia.

Veja alguns momentos do passeio.

Depois do passeio voltamos novamente à Praia do Pesqueiro que já estava quase vazia. É uma praia tranquila onde os bares e restaurantes são em cabanas de palha e existem pequenas, bem pequenas dunas – achei o lugar com um ar bem original. Curtimos um pouco o entardecer até começar a ventania que nos mandou embora. E um detalhe: esse mar todo é banhado por um rio salgado e morno, o que torna o banho muito mais agradável.

Praia do Pesqueiro
Primeira vista da praia ao meio-dia
Praia do Pesqueiro
A caminhada até as águas se torna longa com a maré baixa
Praia do Pesqueiro
Se formam pequenas piscinas até as águas quando a maré está baixa
Praia do Pesqueiro
Bares e restaurantes em cabanas de palha
Praia do Pesqueiro
No fim da tarde a maré já estava alta, paisagem bem diferente do início da tarde
Praia do Pesqueiro
A ventania que nos mandou embora

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